segunda-feira, 18 de abril de 2011

DEATH METAL

                                                         death metal

Anos 80: A primeira geração

O death metal surgiu no início dos anos 80, quando as bandas primordiais estavam sendo montadas, por volta de 1982 bandas como Hellhammer, Sodom, Possesed e Death estavam iniciando suas atividades, a princípio o death metal tinha como influencias básicas o thrash metal praticado por bandas como Venom, Warfare, Atomkraft, Tank, Voivod, Living Death, e o hardcore punk de bandas como GBH, Agnostic Front, Dissension, D.R.I. e Discharge. Em 1984 o Sodom lança o In The Sign Of Evil, um disco bem cru com uma sonoridade oscilando entre death metal e black metal. Em 1985 o Possessed Lança o Seven Churches grande clássico do gênero, considerado por muitos o primeiro álbum de death metal, no mesmo ano Sairiam Endless Pain (Kreator), Bestial Devastation (Sepultura) e Hell Awaits (Slayer).
O ano de 1986 certamente foi o ano definivo do death metal, pois nesse ano começam a surgir álbuns cada vez mais rapidos e com sonoridades cada vez mais viscerais, o death metal mostrava sua força e que veio para ficar. Muitos consideram Reign in Blood do Slayer, como influencia principal para tudo o que se viria a chamar death metal depois desse lançamento, apesar de comumente considerarem Slayer uma banda de thrash metal, esse álbum mostrava características fortes de death metal em faixas como Angel of Death, Necrophobic e Jesus Saves, foi considerado na época um álbum de death metal. Outros álbuns marcantes daquele ano foram Pleasure to Kill (Kreator), Antes do Fim (Dorsal Atlantica), Morbid Visions (Sepultura), Obssesed by Cruelty (Sodom), Scream Bloddy Gore (Death), Bloody Vengeance (Vulcano), Power of Darkness (Minotaur).

Por volta de 1987 as cenas com mais adeptos do gênero eram na Alemanha com Sodom, Kreator, Minotaur, Poison (não confundir com o Poison americano, que é glam metal), no Brasil com Mutilator, Holocausto, Sepultura, Sarcófago, Dorsal Atlântica e Vulcano, e nos EUA com Possessed, Death e Sadus. Em 1987 o Napalm Death lança o Scum mostrando ao mundo um grindcore cheio blast beats, que viria a influenciar e muito as bandas surgidas a partir de então.
Em 1989 o Terrorizer lança o World Downfall, álbum que oscila entre death metal e grindcore, considerado por muitos um dos pioneiros do Brutal Death Metal. Nesse mesmo ano o Morbid Angel lançaria o Altars of Madness, considerado um dos maiores clássicos do death metal, esse disco reforça características que se tornaram marcantes no death metal com o passar dos anos como vocal gutural, timbragem grave e blast beats, também foi considerado um marco pelo acréscimo de técnica instrumental diferente das bandas mais antigas, que faziam um som mais cru e direto.



Anos 90: A segunda geração

Morbid Angel ao vivo em 2006.


A segunda geração foi de fato a responsável pela afirmação e notoriedade do death metal na cena underground atual. Com caracteríticas mais agressivas e vicerais, devido a influência herdada do grindcore já no fim dos anos 90, novas bandas surgiram já rotuladas como death metal, diferente da década de 80 onde as bandas que começaram a formação do death metal eram bandas de thrash que incorporavam certas características que não correspondiam ao thrash metal e que tornavam o som mais agressivo.

Cannibal Corpse ao vivo em 2006.


Dentre as características que equalizaram o death metal noventista, destacamos, guturais extremamente graves, baixa afinação das guitarras, uso intenso de blast beats (característica herdada do grindcore), melhora considerável nas técnicas musicais, dentre outras muitas características que são evidenciadas nas vertentes que surgiram a partir dessa evolução do death metal. Dentre as bandas pioneiras dessa nova geração, podemos destacar: Carcass, Morbid Angel, Cannibal Corpse, Calvary Death, Obituary, Bolt Thrower e Death. Essas bandas lançaram álbuns que se tornaram referência dentro da cena, como os álbuns Symphonies of Sickness e Necroticism Descanting Insalubrious da banda Carcass, com temática gore, guturais extremamente graves e um som revolucionador com muita técnica e velocidade aliadas.


Sub-gêneros
Blackened death metal

Ver artigo principal: Blackened death metal
O blackened death metal possui uma temática preponderantemente "satânica", este sub-gênero mistura elementos da sonoridade death metal com o black metal. Isso pode incluir: alternância entre vocal gutural e "rasgado"; maior ênfase na técnica musical (diferente da crueza padrão do Black metal); e a inclusão ocasional de riffs mais "melódicos" que o black metal, e mais sombrio nos climas que o death metal. É intermediário entre os estilos, não propriamente uma sub-divisão do death metal simplesmente.
Algumas bandas: Angelcorpse, Bathory, Behemoth, Dissection, Frost Like Ashes, Blasphemy, Zyklon, Belphegor, Crionics e Sarcófago, Imperium of Iblis
Brutal death metal

Ver artigo principal: Brutal death metal
O Brutal Death Metal é o estilo mais extremo do Death Metal,bandas como Krisiun,Nile,Suffocation,Immolation,Incantation, Sepsism, Pyrexia entre outros grandes nomes, são grandes precursores deste género,o estilo é caracterizado por um vocal extremamente gutural, com letras cantadas de forma lenta seguindo os riffs da guitarra e com bruscas mudanças de tempo.
Algumas bandas: Suffocation, Prostitute Disfigurement, Pyaemia, Condemned, Hate Eternal, Nile, Devourment, Disgorge, Mortician, Azarath, Lost Soul, Crimson Thorn, Skinless, Queiron, Muldjord, Imperious Malevolence, Krisiun


Arch Enemy, uma das mais conhecidas bandas de death metal melódico.

metal melódico

O death metal técnico é um estilo partilhado por poucas bandas porém muito influente. O foco é a complexidade musical e a técnica instrumental. Às vezes mostra forte influência do jazz. Algumas bandas: Atheist, Dying Fetus, Cryptopsy, Indwelling, Cynic, Divine Heresy, Nocturnus, Death, Necrophagist, Nile, Capharnaum, Beneath the Massacre, Hour of Penance, Viraemia, A Loathing Requiem, Hateprison, Beyond Creation, The Red Shore e Brain Drill. Death/Doom

 Deathgrind


Deathgrind
O deathgrind é um gênero de fusão do brutal death metal com o grindcore, com influências do deathcore. É uma nova tendência que tem ganhando boa notoriedade dentro da cena do death metal atual, com bandas como Waking the cadaver, The Partisan Turbine e Misericordiam. O estilo tem como principais características, andamentos extremamente rápidos da bateria, guitarras distorcidas e que emitem um som abafado, riffs variantes, que ora são rápidos e acelerados, ora são mais lentos e cadenciados, músicas de curta duração, em algumas bandas notamos a presença de breakdowns e vocal pig squeal oriundo do grindcore. As letras das músicas geralmente abordam temas relacionados à morte, multilação, doenças patológicas e em algumas bandas pornografia e sexo explícito.
Deathcore

Deathcore
Com o aumento da popularidade do metalcore, traços modernos deste estilo têm sido usados no death metal. Bandas como Job for a Cowboy, Impending Doom (US), The Red Chord e Suicide Silence combinam metalcore com influências de death metal. Características do death metal tais como o andamento rápido e dinâmico na bateria (incluindo a metranca), baixa-sintonia das guitarras, "distorções" e vocais guturais são combinados com riffs mais lentos, candenciados e "quebradas". No caso de alguns grupos, como Despised Icon e Bring Me the Horizon, temas líricos são menos centrados em morte e violência, e mais em questões pessoais, como a solidão e a condição humana. Este híbrido de metalcore/death metal é frequentemente referido como deathcore.

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